Até o final dos anos 30 a atividade de resseguro no País era feita quase totalmente no exterior, de forma direta ou por intermédio de companhias estrangeiras que operavam no Brasil. A necessidade de favorecer o aumento da capacidade seguradora das sociedades nacionais, para a retenção de maior volume de negócios em nossa economia, tornava urgente a organização de uma entidade nacional de resseguro.
Foi criado então, no dia 3 de abril 1939, por ato do Presidente Getúlio Vargas, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), cujas operações só começaram um ano depois.
Por mais de seis décadas, o IRB atuou como ressegurador único, desempenhando papel importante no desenvolvimento do mercado segurador brasileiro e da própria economia nacional.
Em agosto de 1996, o Congresso Nacional aprovou a quebra de monopólio para a atividade de resseguro no Brasil, delegada, até então, exclusivamente ao IRB. Um ano depois, o então Instituto de Resseguros do Brasil foi transformado em IRB-Brasil Resseguros, sob a forma de sociedade por ações, permanecendo como empresa estatal de economia mista, com controle acionário da União. A mesma proporção de participação para as empresas seguradoras nacionais foi mantida.
Com a abertura do resseguro, em janeiro de 2007, por meio da Lei Complementar nº 126, o mercado de resseguro brasileiro deu um passo novo na trajetória da modernidade, ao entrar em sintonia com o que já era praticado nos principais países do mundo e ao abrir-se a mais franca participação da experiência e dos capitais estrangeiros.
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